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domingo, 17 de agosto de 2014

Diagnóstico em Gestalt-terapia

*gt = gestalt-terapia

Ao contrário do que muitos pensam a abordagem da Gestalt-terapia diagnostica sim. Porém, com um olhar diferente das outras abordagens.

Segundo o livro, “Psicodiagnóstico em Gestalt-terapia” (Pimentel, 2003, P. 16) diz que foi no âmbito da psicologia fenomenológica-existencial que surgiu a possibilidade de o processo psicodiagnóstico ser interventivo e interativo. Nessa abordagem, as conclusões são sempre contextualizadas, podendo ser sempre retomadas e reformuladas.

O diagnóstico em GT procura diagnosticar a pessoa procurando saber como ela funciona no momento e para quê ela funciona daquela forma, qual a necessidade que ela procura satisfazer ou negociar com o ambiente e quais necessidades ela não atende.

O gestaltista procura não rotular o paciente, e nem o julgar. Pois isso impede a percepção do processo. Na GT, a pessoa é considerada como um todo. Então, o diagnóstico não prevalecerá; a fala e a vivência da pessoa no processo psicodiagnóstico é que prevalece.

“O psicodiagnóstico colaborativo e interventivo aproxima-se da compreensão do mundo psicológico dos pacientes a partir do entrelaçamento intersubjetivo dos pontos de vista psicólogo e do próprio paciente. Busca libertar-se de classificações valorizando o reconhecimento dos significados.” (Pimentel, Psicodiagnóstico em Gestalt-terapia, p. 53).

Yontef (1998, p. 289) propõe que:
“... o diagnóstico na Gestalt-terapia deva ser feito com reconhecimento completo da estrutura do TODO. Quando se está lidando com pessoas, significa levar em conta a imagem que elas têm de si mesmas e de sua identidade no tempo, o contexto do significado de sua interação atual, a história de tais interações em vários contextos que formam o pano de fundo no momento atual e semelhantes.” (in: http://www.gestaltce.com.br/artigo.asp?cod=1).
Transtornos mentais existem e precisam de tratamento médico. Mas rotular a pessoa de doente pode ser perigoso. O perigo de fazer a pessoa viver só em torno do rótulo (diagnóstico), a impede de crescer e de funcionar de forma saudável. Corre o risco de a pessoa passar a viver, deixando de ser ela mesma para ser a “doença”.
“A participação do cliente se dá desde o início... O diagnóstico colaborativo e interventivo é um esforço que permite desenvolver uma compreensão de como a pessoa está e o que poderá vir a ser, ou seja, para quais caminhos está aberta para se desenvolver na sua vida cotidiana.” (Pimentel, Psicodiagnóstico em Gestalt-terapia, p. 54).
Eu gostei muito das informações deste post, colocado neste site sobre diagnóstico na gt: http://www.gestaltce.com.br/artigo.asp?cod=1

Quem quiser saber maiores informações, acesse tal site.

Bons estudos

Referências Bibliográficas:


PIMENTEL, Adelma. (2003). Psicodiagnóstico em Gestalt-terapia. São Paulo: Summus.

aCesse meu grupo e página de gt no face:

https://www.facebook.com/groups/interessadosemgestaltterapia/

https://www.facebook.com/interessadosemgestaltterapia

e o nosso tb:

https://www.facebook.com/BlogMergulhandoNaPsicologia



terça-feira, 2 de abril de 2013

Percepção

Isto é importante para quem quer se tornar como realmente é.

Na revista PSIQUE, ANO VII, nº 86, pg. 58, traz um texto do Doutorando em Psicologia Evolucionista pela UFRN Tiago José Benedito Eugênio, denominado de "Cérebro Mágico - Esse misterioso conhecido". 

Um trecho deste texto me chamou muita atenção.
Observa: "Para as Neurociências, é fato que tudo que experimentamos resulta, na verdade, da imaginação". 

Muitas vezes percebemos o mundo de uma maneira errada ou equivocada e até mesmo, passamos a acreditar em mentiras como se fosse verdade.
 A mídia e a interação com a sociedade pode nos levar a perder o foco de quem somos ou de não nos aceitarmos como somos. Tendo a consciência de que nossa experiência de vida também pode ser resultado da nossa imaginação, será mais fácil distinguir o que realmente é certo, e o que realmente é errado e fazer com que possamos enxergar o que é Figura e o que é Fundo em nossa experiência de vida. 
Claro que este conceito clareia nossa mente quando nossa percepção está deturbada, mas nada é mais eficaz do que um processo terapêutico. O importante é nos encontrar e nos tornar o que realmente somos.