sexta-feira, 29 de março de 2013

A Oração da Gestalt-terapia

P'RA QUEM NÃO CONHECE, CONHECERÁ AGORA.
Esta oração, todo gestaltista tem de saber.
Tais conceitos ajudam na relação terapêutica.


"Eu faço as minhas coisas e você faz as suas
Eu não estou neste mundo para atender às suas expectativas
E você não está neste mundo para atender às minhas
Você é você e eu sou eu
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, é lindo
Se não, nada se pode fazer."
Fritz Perls
(Gestalt-Terapia Explicada)

terça-feira, 26 de março de 2013

Transferência e Contratransferência na Avaliação Psicodiagnóstica

Transferência e Contratransferência são uma forma de projeção que há na relação entre paciente e no profissional que aplica o processo psicodiagnóstico. Esta forma de projeção ocorre nas relações interpessoais.

Esta transferência pode ser POSITIVA OU NEGATIVA. Sendo positiva, ocorre na relação o afeto e a admiração. E sendo negativa, ocorre muita resistência e agressividade.

A transferência é as reações emocionais do paciente dirigidas ao aplicador.
A contratransferência consiste nos sentimentos, sensações e percepções que o profissional tem de seu paciente durante o processo psicodiagnóstico. E isto é o que orienta o psicólogo, pois o que ele sente, pensa e percebe no paciente, será colhidos como dados dele para o formular o laudo final.

Segundo a autora Maria Esther Garcia Arzeno, no seu texto "O primeiro contato na consulta" do livro
"Psicodiagnóstico Clínico: Novas Contribuições" , indícios de Transferência e Contratransferência já ocorrem antes mesmo da avaliação psicodiagnóstica. Quando o psicólogo entra em contato por telefone com o paciente, o seu tom de voz e a seu modo de falar faz com que tal paciente possa ou não fazer uma transferência em sua direção (Será que este profissional é bom. Parece ser pelo tom seguro em sua voz. Será que vou mesmo fazer esta avaliação, este profissional não parece ser muito bom). E há ou não, uma contratransferência por parte do profissional com o paciente (Será que este será o tom de voz deste paciente, quando ele estiver aqui comigo. No telefone não parece ser resistente, aqui pessolmente será assim também?

Ainda segundo a autora, não ocorre a transferência, mas sim, as transferências. Ela dá exemplo de transferência negativa e positiva. O exemplo relata sobre uma menina que ficou entusiasmada com o tratamento indicado pelo laudo psicodiagnóstico. Esse entusiasmo foi uma transferênciada positiva dela com a profissional que a submeteu às sessões da avaliação psicodiagnóstica. Só que os pais da menina entrou em contato com a profissional, não permitindo o tratamento, e isto foi uma transferência negativa dos pais em relação à profissional.

BIBLIOGRAFIA:
ARZENO, Maria Esther Garcia. (1995). Psicodiagnóstico clínico: Novas contribuições. Porto Alegre: Artes Médicas.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Algumas frases de Fritz Perls

*Friederich Salomon Perls (Fritz Perls), foi um psicoterapeuta e psiquiatra de origem judaica que, junto com sua esposa Laura Perls, desenvolveu uma abordagem de psicoterapia chamada Gestalt-terapia.

"O elemento crucial no auto-apoio e na auto-regulação é o EQUILÍBRIO".

"O objetivo específico da Gestalt-terapia é AMADURECER".

"O primeiro e último problema do indivíduo é integrar-se internamente e ainda assim, ser aceito pela sociedade".

"A pessoa consciente é uma pessoa COMPLETA".

"O adulto desempenha o papel de adulto, e quanto mais desempenha o papel, mais imaturo ele é". 

"Quanto mais a sociedade exige que o indivíduo corresponda aos seus conceitos e idéias, menos eficientemente ele consegue funcionar".

"Eu estou na minha, e vocês estão na sua".

"Eu sou responsável por mim mesmo e por mais ninguém".

"Exigências de perfeição limitam a capacidade do indivíduo de funcionar dentro de si mesmo".

"Minha função como terapeuta é ajudar vocês a tomarem consciência do aqui e do agora, e frustrar vocês em qualquer tentativa de fugir disto".

“Seja como você é. De maneira que possa ver quem és. Quem és e como és. Deixa por um momento o que deves fazer e descubra o que realmente fazes. Arrisque um pouco, se puderes. Sinta seus próprios sentimentos. Diga suas próprias palavras. Pense seus próprios pensamentos. Seja seu próprio ser. Descubra. Deixe que o plano pra você surja de dentro de você.”

"Amigo, não seja um perfeccionista. Perfeccionismo é uma maldição e uma prisão. Quanto mais você treme, mais erra o alvo. Você é perfeito, se permitir ser.
Amigo, não tenha medo de erros. Erros não são pecados. Erros são formas de fazer algo de maneira diferente, talvez criativamente nova.
Amigo, não fique aborrecido por seus erros. Alegre-se por eles. Você teve coragem de dar algo de si."


"Você se decepcionou sozinho, ignorando o direito das pessoas serem o que são.
Então você é responsável pelo que está sentindo".


“Eu não estou neste mundo para viver correspondendo às expectativas de ninguém, nem acho que o mundo deva corresponder às minhas”.

Quem conhecer mais frases de Fritz Perls. Compartilhe conosco.
Compartilhe também frases de outros gestaltistas ou de outros autores da Psicologia. Desde que sejam verídicas. 
Até mais! 









sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Suicídio




“Muitos que não têm doenças físicas querem sumir, desaparecer e não querem viver. Temos que ajudar porque a doença da alma também mata”.
                                                                              Thiago Leal Lemes – Autor deste blog

Para o Ministério da Saúde, o suicídio é um problema de saúde pública que tira a vida de uma pessoa por hora no Brasil. Trata-se de um problema que pode ser prevenido na grande maioria das vezes. O conhecimento, a discussão e a divulgação sobre o tema é uma das formas mais eficazes de promover a prevenção, mas isto só acontecerá se a população, os governantes, os profissionais da saúde e a mídia divulgar tal discussão, tendo as informações suficientes para executar tal medida de uma forma adequada, sem erros, alcançado assim o seu objetivo.

Claro que o bom relacionamento com os familiares e o apoio familiar; a boa interação com as relações sociais; a confiança em si mesmo, em suas conquistas e em sua vida atual; a capacidade de procurar ajuda quando surge alguma dificuldade; a capacidade de procurar conselhos para tomar decisões; estar atento aos conselhos e soluções de pessoas mais experientes e estar aberto ao conhecimento em geral ajudam a nos proteger contra o comportamento suicida (Manual de Prevenção do Suicídio para Professores e Educadores - OMS - Organização Mundial da Saúde). 

Esta descrição é um exemplo de proteção contra aqueles comportamentos suicidas que aparecem principalmente na adolescência, quando lidamos com problemas existenciais e quando estamos tentando compreender a vida, a morte e o porquê de nossa existência.

Mais cada indivíduo tem a sua queixa, a sua demanda diferente e a sua historia única. Não é só tentativa de suicídio que aflige determinada pessoa. Muitas vezes o que é insignificante para mim, para você tem um significado muito especial.


Um determinado histórico de vida pode conter vários tipos de desajustes e precisará de um cuidado maior. Entre as demandas existentes (varia de pessoa para pessoa) há os problemas familiares; pensamentos de que é um prejuízo para alguém; separação de amigos, colegas, namorados, entre outros; ser vítima de um acontecimento traumático ou trágico; morte da pessoa amada ou significativa; frustração com maus resultados; fobias; problemas com disciplina; ser oprimido pelo seu grupo de identificação ou ter que se autodestruir para ser aceito no grupo; doença física grave; gravidez indesejada; infecção por HIV ou outra DST; desemprego e dificuldades financeiras; desastres naturais; entre outros podem desencadear em um ser humano tentativas de suicídio ou até mesmo a sua concretização fatal.


Os principais fatores de risco para o suicídio são:
- A história de tentativa de suicídio.
- O transtorno mental.
Estudos tem revelado que indivíduos que padecem de esquizofrenia, transtorno esquizoafetivo ou transtorno afetivo bipolar possuem maior risco para o suicídio. O CAPS é um lugar que cuida de vários pacientes com este transtorno, pois lá há equipes que cuidam de pacientes em situações de crise e mais propostos ao suicídio.

Outra doença bastante conhecida e que pode levar ao comportamento suicida é a depressão. Dependendo do estágio em que a pessoa se encontra, é muito bom e eficaz um acompanhamento psiquiátrico, ou atendimento multidisciplinar.

Sabia que há três características próprias nas pessoas que tentam suicídio?
1.       É a ambivalência – Querem morrer, mas também querem viver. Há uma luta entre o desejo de viver e o desejo de acabar logo com a dor psíquica.
2.       A impulsividade – O impulso pode durar minutos ou horas. Neste momento, acalma-se a situação, ganhando tempo para diminuir na pessoa o risco de se suicidar.
3.       Rigidez – Tudo ou nada. Colocam o suicídio como a única solução. A percepção de conseguir encontrar outras alternativas de solução para os problemas desaparece. Maus pensamentos surgem: “Não há mais nada a fazer”. “O único caminho é a morte”. “Tenho que me matar”.


E olha só que interessante. A maioria dos suicidas avisam suas intenções suicidas. Os sinais de que querem morrer sempre aparecem e sentimentos de serem inúteis na vida também surgem. E todos nós (pais, responsáveis, amigos, escola, entre outros), principalmente os profissionais da saúde não podemos ignorar estes pedidos de ajuda.

Os psicólogos devem ficar atentos às frases de alerta, que revelam pensamentos suicidas. E os quatro fatores principais de quem quer suicidar começa com a letra D: DESESPERANÇA, DEPRESSÃO, DESESPERO E DESAMPARO. Neste caso, é preciso investigar minuciosamente o risco de suicídio.

Tanto em um CAPS (ou qualquer organização pública de saúde) quanto em um consultório, o contato inicial com quem tem tendência ao suicídio é muito importante. É preciso achar um lugar adequado, reservar o tempo necessário e ouvi-las atentamente. Por favor, jamais julgar. Seja calmo, aberto e aceite a demanda trazida sem preconceitos, pois eles se sentem muito rejeitados. Tenha empatia, trate-o com respeito, tenha sigilo, focalize nos sentimentos da pessoa. Então, é importante diagnosticar e tratar corretamente o histórico de vida deste indivíduo. Um bom cuidado psicológico e social depois de uma tentativa de suicídio previne de forma eficaz, uma nova tentativa. O acompanhamento médico com esta pessoa ajudará o médico a identificar os problemas que contribuíram para tal atitude ou para descobrir o porquê de surgirem tais pensamentos suicidas, colaborando em seguida para um planejamento correto de um tratamento apropriado.
Na minha opinião,  quanto mais o psicólogo procurar conhecimentos sobre esta área. Instigar, pesquisar, ir atrás de respostas sobre dúvidas de como prestar o melhor atendimento para quem quer se matar ou tentou e procurar a melhor forma de estabelecer o contato com tal indivíduo, melhores são os resultados positivos desta situação. O indivíduo não se sentirá rejeitado e conseguirá ver variadas formas de resolver os problemas de sua realidade.

“O suicida na verdade não quer se matar, mas quer matar a sua dor”.
                                                                                                            Augusto Cury



Referências:
 Manual de Prevenção do Suicídio para Profissionais de Saúde Mental (OMS – Organização Mundial da Saúde/ OPAS/ Unicamp).
 Manual de Prevenção do Suicídio para Professores e Educadores (OMS – Organização Mundial da Saúde).
Cartilha para Profissionais da Imprensa. Comportamento Suicida: Conhecer para Prevenir (OMS E Associação Brasileira de Psiquiatria).
Comportamento suicida – Como identificar e tratar antes que seja tarde. Disponível em: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=19468.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Vídeo de uma entrevista sobre Hipnose

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=kwV_3wVkuJM

Pode clicar, não é vírus. É um vídeo do YouTube.
É um vídeo de uma entrevista sobre Hipnose, dada pelo psicanalista Gastão Ribeiro, concedida para o Jornal MG TV.
Principalmente para quem atua ou atuará na Área da Psicanálise, este vídeo trará uma melhor concepção e um melhor aprendizado sobre este assunto.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Assista a Entrevista Sobre Reavaliação Neuropsicológica.



Então pessoal, as aulas começaram e estou com grandes expectativas a respeito das matérias ministradas neste período. Parece que será difícil, mas será de aprendizado muito grande.

As matérias que terei serão: Neuropsicologia, Psicodiagnóstico, Psicologia da Saúde II, Motivação e Aprendizagem e Técnicas de Exame Psicológico. Terei aulas teóricas e práticas. 

Uma das matérias, como já disse acima, será Neuropsicologia e pesquisando mais sobre esta matéria, achei uma entrevista no muito interessante da diretora do IPAF

(Instituto de Psicologia Aplicada e Formação) Simone Marangoni falando sobre reabilitação neuropsicológica no Nosso Programa, da Rede Internacional de Televisão - RIT TV. Eu sei que este vídeo está circulando na Internet, mais muitos ainda não sabem da existência dele, provavelmente vocês do meu blog também não ... Achei o vídeo no site do YouTube. Tem também divulgulgação no site do IPAF.


Assistem tá...
...vocês vão aprender um pouco mais sobre esta nova área da Psicologia que cresce cada vez mais, e que ainda tem muito que ser pesquisado a respeito.

Podem clicar no link, não é vírus. É link do YouTube.